Ao grande amigo, Eduardo

Ao grande amigo, Eduardo A homenagem de Aécio Neves ao amigo Eduardo Campos

Trajetórias políticas que se confundem; exemplos de vidas a seguir; amizade e respeito construídas. Assim eram Aécio Neves e Eduardo Campos.

Netos de grandes políticos da história brasileira, de um lado o mineiro Tancredo Neves, do outro o pernambucano Miguel Arraes, Aécio e Eduardo souberam, ao longo de toda trajetória política conciliar interesses partidários e a amizade. Tal qual seus avós, que mesmo em lados opostos comungaram de ações políticas para o bem do Brasil.

O legado foi o bem mais precioso que Arraes e Tancredo deixaram e Aécio e Eduardo souberam exatamente transformar esta herança em uma amizade frutífera, cheia de causos, risos e alegrias, como também, trabalho e renovação para o país.

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Um ano depois da morte de Eduardo, vítima de um trágico acidente aéreo, o amigo Aécio recorre às palavras para expressar seu sentimento.

Em uma carta publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, ele relata detalhes preciosos de uma convivência rica em diálogos, encontros, canções – cumplicidade verdadeira entre dois amigos.

Nesses dias de incertezas, Eduardo, sinto falta das nossas conversas francas, verdadeiras, em que falávamos do futuro com responsabilidade, mas também com alegria e com o bom humor que nunca lhe faltou.” – Aécio Neves

O desabafo de Aécio sobre as questões do Brasil atual dão a sensação de que o amigo que está distante chegará com as boas palavras e conselhos. Entretanto, em cada palavra escrita, é o silêncio que se faz presente, a falta que ele faz…

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Eduardo Campos fica na memória do amigo como aquele que formaria, ao seu lado, um grande país, do qual eles não desistiriam jamais.