Democracia começa nas urnas

Democracia começa nas urnas Congresso derruba veto da Dilma contra a impressão do registro do voto

Na noite desta quarta-feira (18/11), uma importante votação do Congresso Nacional deu à democracia brasileira mais transparência. Os deputados e senadores da Casa votaram pela derrubada do veto ao voto impresso para conferência.

O projeto, vetado inicialmente pela presidente Dilma Rousseff, faz parte de uma minirreforma eleitoral que traz ao processo democrático mais lisura e transparência. O veto foi derrubado por 368 votos a 50 na Câmara e por 56 a 5 no Senado. O PT foi o único partido que não aprovou oficialmente a proposta.

Com a decisão do Congresso, agora, passa a ser obrigatório o voto impresso nas urnas eleitorais. Funciona assim: o eleitor vota na urna e observa, sem contato manual, se o registro impresso corresponde ao voto dado. O registro é depositado de forma automática em um local lacrado. Esse sistema facilitará a realização de auditorias e dará mais segurança aos eleitores.

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De acordo com a Lei n°13.165/15, a nova regra entrará em vigor já nas próximas eleições, já em 2016.

Para Aécio Neves, a quebra do veto traz um aperfeiçoamento no processo eleitoral brasileiro.

Nós estamos dando ao eleitor a tranquilidade, a serenidade que seu voto foi computado. Estamos indo em direção às democracias mais sólidas do mundo.” – Aécio Neves

O voto impresso para conferência marca uma vitória também para o PSDB que constatou a fragilidade do sistema eleitoral após receber o resultado de uma auditoria das urnas eletrônicas.

De acordo com peritos e especialistas da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), o sistema eleitoral brasileiro é vulnerável, ou seja, não está imune à programas maliciosos que possam fraudar o processo de coleta ou contagem de votos.

Agora, o processo eleitoral brasileiro dá um importante passo, comprovando mais uma vez o seu pioneirismo e consolidando ainda mais os valores essenciais da democracia.