Do estrelato à lama

Do estrelato à lama Revista americana destaca uma visão pessimista da economia brasileira

A renomada revista americana The Economist destacou, esta semana, o que os brasileiros já estão sabendo de cor: a economia do Brasil vai de mal a pior.

Conhecida por trazer uma visão crítica dos assuntos abordados, a revista deu ao Brasil a capa de seu periódico. Entretanto, a ilustração, uma passista atolada em um pântano verde, já conduzia o leitor a uma leitura pessimista da reportagem.

Mas não é de hoje que o Brasil se destaca como capa da revista. O que impressiona é que nos últimos seis anos, ganhamos quatro destaques e fomos do estrelato ao mar de lamas. E, para a surpresa de todos, as últimas três capas, ocorridas no governo Dilma Rousseff foram vergonhosas.

Fazendo uma retrospectiva de cada uma, em 2009, o Brasil estava sendo governado pelo presidente Lula e saiu sem muitos ferimentos da grande crise que se abateu sob os Estados Unidos e Europa naquela ocasião. O presidente segurou as pontas da economia brasileira.

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Porém, a promessa de alavancar a economia caiu por terra, feito um avião de papel, quando a sucessora de Lula, Dilma Rousseff, já estava na presidência da República. O alerta veio em 2013 sob uma indagação que levava especialistas a procurarem os porquês, mas ainda verem soluções para um próximo voo.

Como o avião não decolou mesmo, The Economist, exatos 12 meses depois, resolveu ressaltar aquele que foi o nosso maior símbolo de exportação e que projetou o Brasil para o mundo, nas décadas de 1930 e 1940. Ilustrando a capa de outubro de 2014, uma Carmen Miranda com frutas amassadas e podres e um turbante com a bandeira brasileira trazia a manchete como um grito de socorro “Por que o Brasil precisa de mudanças?”

Lá se vão quatro meses e, agora, a passista termina seu desfile sem chegar na apoteose. Nesse atoleiro, afundam as expectativas e esperanças de todos os brasileiros.

A realidade, ora chamada de “boato” se espalhou. Não só a imprensa nacional e especialistas alertam para os caminhos de nossa economia, de nossa política, como também o mundo está atento ao que acontece no Brasil.

É realidade. É lama. É suja.