Educação é progresso

Educação é progresso Atual governo corta recursos importantes do Ministério da Educação

Monteiro Lobato já dizia: “Um país se faz com homens e livros”. Infelizmente, a máxima do escritor infanto-juvenil brasileiro que tanto contribuiu para a formação educacional, não corresponde à realidade de seu próprio país.

Prova disso são as notícias divulgadas nos últimos dias pelo próprio Governo Federal.

Uma semana antes de tomar posse do segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff assentiu para o corte de verbas no Ministério da Educação justamente em um programa que beneficia milhares de universitários, seja em instituições públicas ou privadas.

O Fundo de Investimento Estudantil (Fies) recebeu um corte de cerca de R$7 bilhões, ficando apenas R$ 12 bilhões para o custeio das bolsas. Pode não parecer significante, mas para muitos jovens e pessoas de baixa renda, o Fies é a única forma de permanência em uma instituição de ensino superior para a realização de um sonho: ter um diploma de faculdade.

Soa estranha essa notícia ainda mais quando se escuta, logo em seguida, o mesmo governo, o mesmo ministério lançarem o lema “Brasil, Pátria educadora”. As contradições são infindáveis, mas a maquiagem é, também, cheia de truques.

Quando se ouve dizer que, no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, houve uma ampliação dos recursos destinados à educação, a frase não termina aqui. Existe um “porém” e é ele que distorce e contradiz os números da educação do governo da presidente. Houve, sim, a ampliação da verba destinada à educação, mas o mandato da Dilma registrou a menor média do gasto efetivo do orçamento autorizado, desde 2001.

E você se pergunta: Onde estão estes recursos? Uma parte está presa em obras inacabadas pelo Brasil afora ou na falha de gestão da verba.

A outra parte? Os livros de História vão dizer.