Ludíbrio presidencial

Ludíbrio presidencial Dilma tenta enganar os brasileiros garantindo que não há corrupção em seu governo

Somente quem mora na “Rua dos Bobos, número Zero” acredita na frase dita pela presidente da República, na semana passada: Meu governo não está envolvido em escândalo de corrupção.

Soaria cômico se não fossem tão sérias essas declarações. Tudo isso comprova que Dilma Rousseff, realmente, tenta ludibriar todos os brasileiros.

Estamos longe, bem longe, de sermos um país isento de corrupção. E ao invés de o governo da presidente combatê-la, fez com que se tornasse sistêmica.

Para que a presidente recubra a memória política, listamos alguns episódios corruptíveis que aconteceram sob suas barbas, em seus mandatos.

Em 2011, no início de seu primeiro governo, seis ministros foram afastados por suspeita de corrupção.

No ano seguinte, uma operação denominada Porto Seguro chegou a Rosemary Noronha, chefe de gabinete da presidente da República, em São Paulo. Rosemary foi demitida depois da acusação de tráfico de influências.

Em 2014, no ano da eleição, a operação Anacrônico, que apurava ações ilícitas durante as eleições de Minas Gerais, chegou ao governador petista Fernando Pimentel, grande amigo da presidente.

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Quem não se recorda da operação Lava Jato? A descoberta do maior esquema de corrupção da história recente do Brasil ainda não está concluída. A Lava Jato revelou que empresas pagavam propinas para políticos e diretores da Petrobras para ter privilégio em contratos com a estatal. Seis bilhões de reais foi o prejuízo da Petrobras, em corrupção, somente em 2014.

As pedaladas fiscais, cometidas em 2014 pelo governo Dilma para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal, não são uma forma de corrução, senhora presidente?

E em 2015, temos a operação Zelotes que investiga a atuação do Conselho de Administração de Recursos Fiscais, vinculado ao Ministério da Fazenda, com um prejuízo estimado em R$5,7 bilhões de reais aos cofres públicos.

Para um governo “incorruptível”, essa pequena lista, que registra grandes rombos, já causa um bom vexame.

Depois desta infeliz declaração, o que a presidente deveria saber é o significado e a aplicação da palavra “corrução” e, principalmente, de outra palavra muito importante: “ética”.

Porque os brasileiros não moram mais na Rua dos Bobos. Aqui é o Brasil!