Luz para todos?

Luz para todos? Brasileiros sofrem com cortes repentinos de energia elétrica em todo país

Todo mundo já ouviu o termo “apagão”, referindo-se ao setor de energia. A palavra nasceu em 2001, quando uma crise nacional afetou o sistema de fornecimento e de distribuição de energia do país.

Naquela época, levantou-se a hipótese de se fazer cortes de energia elétrica em todo Brasil, principalmente nas grandes cidades, para minimizar o consumo de energia, mas uma forte campanha do governo, durante mais de um ano, conscientizou a população pela mudança de hábitos corriqueiros: substituição de lâmpadas incandescentes por frias, banhos mais rápidos, substituição de aparelhos e eletrodomésticos mais novos, etc.

O governo, felizmente, atingiu a meta e os brasileiros fugiram do temido “apagão”, guardando para si o consumo consciente de utilização de energia.

Quase 14 anos depois a história se repete. A proximidade de uma nova crise no setor energético é tão certa quanto a soma de 2+2. A escassez de chuva nas regiões que abastecem as usinas hidrelétricas, a falta de planejamento do governo em não providenciar investimentos ou energias alternativas para o consumo da população são uma das causas dessa nova crise.

Para agravar a situação, o Brasil enfrenta um dos verões mais quentes e secos dos últimos tempos. E como sobreviver às altas temperaturas que têm feito no Brasil? Consumido energia, é a resposta.

Entretanto, esta não é a boa solução para os brasileiros. Há poucas semanas, a presidente Dilma Rousseff admitiu reajuste na conta de luz. Luz cara significa baixo consumo de energia também para as empresas, que terão que diminuir sua produção. Luz cara significa inflação.

Na penúltima semana de janeiro, os brasileiros enfrentaram o despreparo do atual do governo. Faltou luz em mais de dez estados e no Distrito Federal. O “apagão” atingiu mais de 4,2 milhões de consumidores e, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a interrupção de energia poderá voltar a ocorrer durante todo o verão.

Especialistas do setor energético afirmam que o corte repentino de energia para muitos consumidores não é a melhor alternativa para minimizar e economizar megawatts. Investimentos em usinas hidrelétricas e energias alternativas já deveriam estar concluídas para dirimir a escassez de água.

Ironicamente, este é o setor onde nasceu a presidente Dilma Rousseff. Ela foi secretária de Minas e Energia do Estado do Rio Grande do Sul, formulou o projeto do setor energético do governo Lula e, mais tarde, tornou-se ministra de Minas e Emergia daquele governo e criadora do programa intitulado Luz para Todos.

Mas, o que causa estranheza à população, talvez, não seja as avalanches de crises em setores, o aumento nos preços, a inflação batendo na porta. Muitos brasileiros já viveram isso e sabem contornar a situação. O mais estranho é a forma e a velocidade como isso vem acontecendo.

Promessas de campanha que duraram o mesmo tempo gasto para apertar a tecla CONFIRMA, medidas arbitrárias, pacotes de maldades e um silêncio que não condiz com um governo que disse sempre estar ao lado do trabalhador.

A fé inabalável deste povo está à prova. Vale agora a consciência política de cada um. A mesma consciência de apagar as luzes ao sair de cada cômodo da casa.