Política brasileira fragilizada

Política brasileira fragilizada Para Aécio, aliados do governo perderam a capacidade de argumentar em favor da presidente

A política brasileira teve nesta segunda-feira (09/05) um de seus dias mais agitados.

No fim da manhã, o presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) tomou a decisão de anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que já havia sido votado pelos deputados e recebido a maioria dos votos a favor do afastamento da presidente.

Maranhão atendeu ao pedido do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que também é advogado de defesa da presidente Dilma Rousseff. No despacho, Waldir Maranhão determinava a convocação de novas eleições em um prazo de cinco sessões, assim que processo de impeachment voltasse do Senado.

Entretanto, como o processo já tramita no Senado e, inclusive, já está a caminho da votação dos senadores, o presidente do Casa, Renan Calheiros, não permitiu que a decisão da Câmara atrapalhasse a continuidade do processo e afirmou, na tarde de hoje, que dará continuidade à votação no Senado, marcada para a próxima quarta-feira.

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Para Aécio Neves, a tentativa de Maranhão mostra que os setores aliados ao governo perderam a capacidade de argumentar e de apresentar uma defesa contundente e persuasiva, devido à gravidade dos crimes que Dilma Rousseff cometeu.

Ele [o processo] já está no Senado e deverá tramitar dentro do organograma pré-estabelecido. Na quarta-feira, deveremos estar votando aqui no plenário a admissibilidade do processo de impeachment com o consequente afastamento da presidente da República, para que o Brasil saia desse impasse e possa retomar o seu crescimento, a geração de empregos, a melhoria da qualidade dos serviços públicos porque é isso que os brasileiros querem.” – Aécio Neves

O presidente em exercício da Câmara mostrou a todos os brasileiros o quanto a política deste país, durante o governo Dilma Rousseff, vem se apresentando fragilizada e dando claros sinais de que é preciso mudar a direção do governo. No fim da noite desta segunda-feira (09/05), Waldir Maranhão revogou a própria decisão de anular o processo de impeachment.