Popularidade menor que a inflação

Popularidade menor que a inflação A presidente Dilma protagoniza um momento único na nossa história

Já era de se esperar. Com a economia desestabilizada, a política fragilizada e uma governante ausente, os brasileiros respondem negativamente às ações do governo.

Uma pesquisa divulgada, ontem (01/07), pela CNI/Ibope, aponta que a presidente Dilma Rousseff tem apenas 9% de aprovação entre os conceitos de “bom” e “ótimo”.

A insatisfação da população é recorde. Alcança a marca histórica de 68% de reprovação, o maior índice desde o início das pesquisas realizadas pelo Ibope, há 29 anos.

A última vez que o índice de aprovação foi tão baixo aconteceu na época do presidente Sarney, em 1989, quando a Nova República ainda começava no país, e quando nossa economia era das mais primárias.

Aécio Neves, numa declaração para a imprensa, disse que a popularidade da presidente Dilma caminha para ser menor que a inflação.

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Não há vantagem nenhuma para ambas situações. Governar um país da dimensão do Brasil sem qualquer prestígio aponta para um quadro de completa crise política (e é o que se vê ultimamente).

Nossa Nova República já não está tão recente assim. Lá se vão 30 anos desde o fim da abertura política. Nossa moeda, que completou 21 anos ontem, parecia ser o trunfo seguro da economia brasileira, mas perdeu prestígio para inflação, principalmente nos últimos quatros anos.

Restam aos brasileiros aguardar pelos milagres econômicos e políticos que a presidente sem prestígio poderá fazer.