Salvem a Educação!

Salvem a Educação! Ministério sofre corte que chega a 13% do reajuste para equilibrar as contas públicas

A tesoura afiada passou. Em áreas que jamais poderiam sofrer cortes, o Governo não teve piedade: achou por bem reduzir drasticamente o orçamento, prejudicando ainda mais a população.

A presidente da República iniciou o ano de 2015, anunciando para os ventos o novo slogan do ministério: “Brasil, Pátria Educadora”. Ao mesmo tempo, porém, autorizou uma série de atrasos no pagamento de bolsas de pesquisa, do Pronatec (carro-chefe usado na última campanha eleitoral), nos benefícios para o FIES (Fundo de Investimento Estudantil) e, agora, permitiu cortes gigantescos no orçamento.

Mesmo fazendo uma redução bilionária, o governo afirma que o ministério continua acima do patamar de verba de 2013 e, acima também, dos valores estabelecidos pela Constituição.

É preciso lembrar que, só para o FIES – o programa que financia bolsa de estudo para alunos que ingressam em faculdades ou universidades -,em 2013, o governo investiu R$6,5 bilhões de reais. A verba em 2014, o ano da eleição, foi de R$14,5 bilhões de reais. E para este ano… Bom, para 2015 a torneira teve que ser fechada. O investimento neste programa ninguém precisa esperar muita coisa. Será bem abaixo das expectativas.

A controvérsia disso tudo é, no discurso do governo, estarmos acima de patamares de orçamento e, ainda, não avançarmos em qualidade educacional. É ainda não sermos modelo de referência; não oferecermos condições para alunos e professores. Ficarmos apenas à mercê da mágica do bom educador e que um vento qualquer jogue a sorte para que um menino seja aprendiz deste bom educador.

educação

E para onde vai esta dinheirama que chega esfarelada para as escolas? E porque ela é sempre insuficiente para completar o prato da merenda? Não serve para preencher as páginas do livro e muito menos o contracheque do professor.

Este quadro precisa ser enfrentado com coragem. O Brasil já destina mais de 5% do PIB para a educação, recursos que chegarão a 10% até 2024. Mais investimento no setor é sempre uma ótima notícia, mas, sem gestão de qualidade, ninguém sabe se esses recursos vão realmente servir aos brasileiros da forma transformadora, como poderiam e deveriam.” – Aécio Neves

Educar e aprender, no Brasil, são tarefas para os fortes, para os ávidos pelo conhecimento, incapazes de desistir ou de repensar a vida.

Travam-se longas batalhas contra as intempéries. E quem coloca empecilho neste caminho é o próprio governo brasileiro. O governo da “Pátria Educadora”.

Em um mundo de valores invertidos, fica a pergunta para o Governo: a quem recorrer?